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PERGUNTAS QUE CHEGAM POR AQUI

Existem cartas “ruins”?

De jeito nenhum. Assim como no filme “Divertidamente”, todas as emoções, com suas diferentes cores e sabores, têm algo a ensinar. Os fins, os fundos do poço, os monstros e a raiva também fazem parte das travessias humanas. 

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Retirar essas experiências do jogo significaria retirar uma parte importante da força anímica da vida. Afinal, o que seriam das flores sem os espinhos?

 

Todas as cartas possuem luz, sombra e entrelinhas. Nenhuma delas é inteiramente boa ou ruim. Cada uma traz uma possibilidade de reflexão.

O Oráculo é uma ferramenta ancestral?

Sim. Desde tempos antigos, diferentes povos e culturas recorrem a símbolos, imagens, palavras, elementos da natureza e perguntas para buscar orientação, ampliar percepções e acessar dimensões mais profundas da existência.

 

O Oráculo Costuras dialoga com essa memória ancestral e a traduz para uma experiência contemporânea, simples e acessível.

Qual é a diferença entre Oráculo e Tarot?

Um oráculo é livre em sua estrutura. Pode ter diferentes quantidades de cartas e abordar temas, palavras, imagens e perguntas escolhidas por seus autores.

 

O Tarot possui uma configuração tradicional de 78 cartas: 22 Arcanos Maiores, que representam grandes arquétipos e travessias da vida, e 56 Arcanos Menores.

 

O Oráculo Costuras não é um Tarot. É um conjunto autoral de cartas-perguntas criado para provocar reflexões, conversas e movimentos internos.

Pode chamar o Oráculo de baralho?

“Baralho” é o nome tradicionalmente associado às cartas de jogar, organizadas em quatro naipes: paus, espadas, copas e ouros.

 

O Oráculo Costuras não é um baralho nesse sentido, mas pode ser chamado de jogo de cartas.

 

Talvez, um jogo de cartas enviadas pelo Universo para ti.

É possível usar o Oráculo para mediar grupos?

Não apenas é possível, como essa é uma das formas mais potentes de utilizá-lo.

 

O Oráculo Costuras é uma ferramenta de aquecimento para encontros em ambientes corporativos, familiares, educativos ou entre amigos. Suas perguntas ajudam a abrir conversas, aprofundar a escuta e criar espaço para que diferentes vozes possam surgir.

 

Ele pode ser levado para uma reunião, uma formação, uma roda ou um encontro especial. Uma única carta pode mudar o rumo de uma conversa e conduzir o grupo a um lugar mais verdadeiro.

O Oráculo pode ser considerado um pequeno livro?

Sim.

 

O Oráculo pode ser compreendido como um pequeno livro desconstruído, formado por textos que não precisam ser lidos em uma ordem determinada.

 

A cada carta retirada, uma nova sequência se forma. Por isso, cada “leitura” pode apresentar um caminho e um final surpreendentes.

É preciso ser “místico” para tirar uma carta?

Não.

 

O Oráculo Costuras não exige crenças específicas. Ele foi criado para gente de verdade: pessoas que transitam pelo pragmatismo, pela sensibilidade, pela espiritualidade, pela ciência ou por diferentes formas de compreender a vida.

 

Fazer boas perguntas, refletir e escutar com presença são práticas humanas. Não é preciso ser místico para permitir que uma pergunta revele algo novo.

Oráculo é coisa de bruxa?

Depende do significado atribuído à palavra.

 

Ancestralmente, muitas mulheres consideradas bruxas eram curandeiras, cuidadoras e conhecedoras das medicinas, da natureza e da intuição.

 

Nesse sentido, o Oráculo se aproxima da sabedoria, da sensibilidade e da capacidade de perceber aquilo que nem sempre está evidente.

 

Não há bruxaria em seu sentido negativo por aqui. Mas há espaço para magia, alquimia, intuição e transformação.

Pessoas religiosas podem tirar uma carta?

A palavra religião vem da ideia de “religar”. O Oráculo Costuras não está vinculado a uma religião e não pretende substituir qualquer prática de fé.

 

Ele pode ser utilizado como um convite para a pessoa se religar consigo mesma, com seus afetos, com sua espiritualidade ou com aquilo em que acredita.

 

As cartas acolhem diferentes crenças e formas de compreender a vida.

Crianças podem usar o Oráculo?

Podem.

 

Não é necessário ensinar um modo específico. Basta abrir as cartas sobre uma mesa ou no chão e permitir que as crianças se aproximem delas.

 

As imagens, as cores, as palavras e as perguntas despertam curiosidade e podem abrir conversas bonitas entre crianças e adultos.

 

Muitas vezes, elas sabem exatamente o que fazer.

Qual é a importância das perguntas?

Boas perguntas podem ser mais transformadoras do que respostas prontas.

 

Perguntar exige curiosidade. Escutar exige presença. Permanecer por alguns instantes diante de uma pergunta, sem a urgência de respondê-la, pode abrir espaço para novas percepções.

 

Saber perguntar, aguentar o silêncio, ouvir verdadeiramente e refletir são gestos que tornam as relações mais profundas e o mundo um lugar melhor para viver.

Qual é a importância do silêncio?

Quando alguém retira uma carta, lê a pergunta e permanece em silêncio, há algo acontecendo por dentro.

 

Respeitar esse tempo de elaboração é uma forma de cuidado. O silêncio restaurativo, vivido ao lado de alguém com presença, pode acolher aquilo que ainda não encontrou palavras.

 

Também é importante reconhecer que todo silêncio tem luz e sombra. Há o silêncio que cuida e o silêncio que pune; o que aproxima e o que afasta.

 

Em uma roda ou em um encontro, silenciar com reverência depois da fala reveladora de alguém é um gesto de respeito e maturidade.

Qual é a importância das rodas de conversa?

Desde tempos ancestrais, os seres humanos se reconhecem e se fortalecem em grupos.

 

A forma circular recorda que todos ocupam um lugar de igual importância. No círculo, o olho no olho, a presença e a escuta substituem a lógica de alguém que fala enquanto os demais apenas recebem.

 

Uma roda pode acontecer com cadeiras em uma reunião, sobre almofadas, no chão ou em uma grama confortável.

 

Conduzir um círculo exige cuidado. Participar dele também. Quando há respeito, escuta e presença, acontecimentos profundos podem emergir.

Por que colocar flores no centro de uma roda?

As flores ajudam a marcar simbolicamente aquele encontro e a transformar um espaço comum em um lugar de presença, beleza e cuidado.

 

Quando, além das flores, uma vela é acesa, o gesto pode representar, de maneira simples e simbólica, os quatro elementos: terra, água, fogo e ar.

 

Não é uma regra. É um ritual possível — um jeito delicado de lembrar que aquele encontro merece atenção.

Qual é a importância dos rituais?

Inspirado nas reflexões do filósofo Byung-Chul Han, o Oráculo reconhece que os rituais ajudam a refazer a vida e a transformar um não lugar em casa.

 

Ritualizar não significa criar algo complexo. Acender uma vela, organizar as cartas, preparar o ambiente ou repetir um pequeno gesto de cuidado já pode mudar a qualidade de um momento.

 

Os rituais resgatam a presença e relembram aquilo que há de essencialmente humano em cada pessoa.

Por que o azul-turquesa está tão presente no Oráculo?

Uma das cartas do Oráculo Costuras é a “Gota de Turquesa”. O conceito foi sugerido por Lorraine Smidth, uma canadense potente e “bruxa” durante um café com Andréa, há alguns anos.

 

Lorraine trouxe a ideia de que, na arte e na vida, sempre que se pinga uma gota de turquesa — aquele azul-esverdeado presente no fundo dos olhos de algumas pessoas e também no mar em sua plenitude —, o rumo da prosa muda para algo mais bonito.

 

A partir disso, Andréa pediu à artista Ale Lago que o azul-turquesa fosse a cor predominante do projeto. Não por acaso, essa também é a cor da capa do livro “Costuras”.

 

Outras cores vibrantes foram incorporadas para acompanhar a potência, a diversidade e a vida presentes em cada carta.

O que dizer ao presentear alguém com o Oráculo?

Não é preciso explicar muito.

 

Basta dizer:

 

“Lembrei de ti.”

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